Mais uma vez a #pl118

No decurso de um debate, tenho isto para dizer:

Sem qualquer desmerecimento pelo trabalho seja de quem for, deixo aqui este simples reparo.

Os modelos de negócio referidos acima e várias vezes ao longo deste debate, nomeadamente o do: “Fazer uma vez, vender 100.000 vezes” está completamente desfasado da realidade tecnológica actual.

Esses modelos baseiam-se na premissa de que a cópia era escassa, difícil e cara. Sabemos bem que a evolução da tecnologia arrasou por completo essa premissa, no entanto, salvo raras excepções, os modelos de negócio mantêm-se os mesmos. Tentando artificialmente “fazer de conta” que as cópias continuam a ser uma escassez, que estão fora do alcance dos comuns mortais, etc. Para isso desenvolveram-se esquemas “legais” de monopólio de cópias, modificando os existentes anteriormente que se dirigiam para os concorrentes sem escrúpulos, passando agora a focar os consumidores finais.

O problema pior desta falta de “amadurecimento” dos modelos de negócio é que continuam a estar desfazados da realidade. Continuam a não proporcionar uma forma justa e directa de recompensar quem faz bem, de castigar quem faz mal, preferindo manobras de “arrastão” em que todos, artistas (ou produtores de arte) e o seu público são tratados como animais de ordenha.

Da forma como existem agora, defendo a absoluta anulação dos “direitos” de autor. Por vários motivos, entre os quais a duração completamente irreal,a delapidação do Domínio Público (que é parte do contrato estabelecido) e a manutenção que permite de modelos de negócio desfasados da realidade. Para nem falar da exploração óbvia dos autores, da dependência forçada a uma única fonte de rendimento, da limitação das suas prerrogativas de explorar novas formas de negócio.

Na sua forma presente, os direitos não são de autor, são única e exclusivamente de distribuidor e dos gestores de direitos. Figuras auto-proclamadas essenciais e cuja existência se limita à auto-sustentação.

Esta taxa que discutimos agora é mais um arrastão legal. Os “dinossauros” instituídos vão dividir entre si o espólio e salvo raras excepções entregar a quem poderia realmente ser “vítima” do suposto prejuízo uma parcela ínfima do que foi recolhido em seu nome. Se mais não fosse, só por isto, justificaria repensar todo este processo. Se formos considerar então a improbabilidade do prejuízo, se fôssemos considerar o efeito sobre toda a tecnologia digital, se fôssemos avaliar o impacto na vida diária de cada cidadão, se fôssemos pensar bem na premissa subjacente, não restaria outro remédio senão meter isto aonde nunca mais visse o sol.

Claro está, se não houvesse favores políticos a pagar, IVA a recolher, se houvesse representatividade, se houvesse honestidade intelectual (e não só), ou seja, se tudo o mais que fez com que as coisas chegassem a este ponto não existisse, ah… pois… se a minha avó não tivesse morrido ainda hoje estava viva.

O debate referido é neste post: https://www.facebook.com/artur.anjos/posts/10203476420088790

#pl118 Cenas dos próximos episódios

Um intervalo na programação, pausa para publicidade, a vergonha continua dentro de momentos…

No próximo episódio veremos estes comediantes a utilizar os mesmos argumentos, defendendo a sua “visão” retrógrada de “defesa” da “cultura” e dos “produtores” tentando com que nos esqueçamos que os interesses que realmente defendem são os dos parasitas e comerciantes que não produzindo rigorosamente nada, pretendem ser os principais interlocutores sobre esta temática.

Iremos também ver as manifestações dos afectados e a sua correcta postura de vítimas de uma injustiça, veremos os ataques desproporcionados feitos contra estas manifestações, utilizando a retórica abjecta de tentar “pintar” quem se sente vítima de “criminoso”.

Vamos assistir à passividade e postura longínqua dos “mass media” que no máximo irão reproduzir as declarações à Imprensa dos proponentes e com um bocado de sorte irão fazer de conta que vão fazer um contraditório reproduzindo o que forem vendo das manifestações online. Sempre sem comentar ou sequer discutir o valor das declarações proferidas. Mais uma vez demonstrando que o valor dessa “profissão” cada vez mais se afasta dos princípios que lhe deram origem e importância.

Posso contar-vos também (porque o vejo com clareza) o final da próxima época, sabendo que todos vós já adivinham o resultado deste guião mais que previsível.

Esta telenovela não vai acabar com casamentos e o castigo dos “vilões”, esta vai ser ao contrário, vai castigar os inocentes e divorciar os representantes do povo dos seus representados. A festa final vai ser feita no tugúrio dos parasitas, com muitas palmadas nas costas e regada a milhões sacados ao futuro. Ou seja, nada a que já não estejamos habituados motivo pelo qual esta telenovela deixou de ser uma obra de ficção e obteve o estatuto de documentário.

Nada me daria mais gosto do que ter de reconhecer que nada disto aconteceu daqui a uns meses…

Criatividade Subsidiada e #pl118

Quero ser bem claro que isto não faz sentido nenhum!!

Vamos lá…

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Comparações na #pl118

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Ilações tira quem quer.

Água Benta na #pl118

Talvez seja altura de dizer algumas coisas que deveriam ser óbvias, mas que aparentemente estão tão cobertas de demagogia que ninguém as vê realmente.

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