Publítica

Ora aí está uma palavra bonita!

Não a conheciam? Eu também não, por isso inventei-a!

O que é?Bom, até agora, para mim a política e o público andaram sempre em lados opostos do espetáculo, mas, começa-se a ver que não é bem assim, e que há já uma fusão em curso.

Veja-se as manifestações de 12/03, e as mais recentes para melhor perceber.

Sim, sim, eu sei que não é nada de novo, que já tinha sido feito antes, e tal e tal… Só que desta vez é diferente, muito diferente.

Primeiro, porque desta vez a organização provém das Redes Sociais. Dantes não existiam.

Segundo, porque desta vez não há Partidos envolvidos. Os que tentam, acabam por apenas mostrar o quão pouco percebem do que se está realmente a passar. Dantes quando a política saía à rua, era sempre parte de uma qualquer agenda de um qualquer Partido.

Terceiro, porque desta vez não é a Política que anda na rua, quem lá está são os que já não podem com ela. Dantes serviam como manobras e carne para canhão dos Partidos.

Por isso, optei por criar uma nova palavra. Publítica. É o público a falar da SUA política, não da política dos que falam para o público.

A Democracia, excelente utopia que é, tem andado muito arredada da vida diária. Falo por mim, nem me dou ao trabalho de me definir politicamente, quanto mais de me expressar sobre o assunto. Votar, então estava completamente fora de causa. Não reconheço a nenhum desses “profissionais” da mentira, do engano, do compadrio e da corrupção o direito de me representar. Não que eles se importem, representam-me à mesma, mal e porcamente, e em meu nome servem-se do que é Público como se deles fosse. Não se importam, mas importo-me eu, e em clara consciência a única opção que tenho é dizer-lhes que me importo, não votando.

Mas… Eis que chega a Publítica, e aí sim, sinto a minha voz. Sinto que posso, devo e mais tenho a obrigação de usar a minha voz e dizer o que me vai cá dentro. Continuo sem me definir como de esquerda ou como de direita, num fátuo e vão processo de divisão, mas, defino-me como publítico, dizendo que sou parte do processo, seja do lado do problema como no lado da solução.

E dizem-me vocês, mas não se pode votar na publítica. Pois não. Não é para contar cabeças que ela existe. Não é para escolher representantes. Não é para embelezar aberturas de telejornais ou capas de jornais. Não é para substituir a política. É sim para o público, dizer que não somos manadas de gado votantus, que não queremos representantes que não representam mais do que os interesses dos seus “donos”, que não somos nem temos de ser bonitos, bem-falantes, inteligentes, e saber sorrir para as câmaras, mas que sabemos o que NÃO queremos.

Não andei na rua, não fui acampar. Fisicamente. Mas estive e estarei presente e representado nas ações de publítica porque nisso sim, sinto-me representado.

Já decidi que vou votar nas próximas eleições. Só me falta descobrir em quem. Talvez até lá descubra, talvez até lá a publítica me mostre quem merece o meu voto. Vou votar, espero eu que pela última vez, em Partidos. Talvez da próxima já consiga votar em alguém que me represente, porque desta, já sei que vai ser para mais do mesmo. Mas vou votar ainda assim, porque nada mais me resta em termos de opção. Com sorte, vou conseguir votar de forma a permitir uma oposição mais eficaz. Talvez assim seja possível que os “donos” de uns e dos outros lutem entre eles, sem gastarem o que devia ser nosso. (Pode-se sempre sonhar, não?)

E pronto, cá fica a minha modestíssima contribuição.

Os comentários são já aqui em baixo…

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