O futuro da escrita

Depois de ler este tweet : @glynmoody e ter lido o artigo mencionado, as ideias mencionadas fazem-me escrever algo aqui.

Leia.

Até agora os livros são estáticos, fechados, limitados. Os formatos eletrónicos vieram mudar isso um pouco, pela facilidade com que se transportam de dispositivo para dispositivo, pela facilidade com que se lhes pode incluir conteúdo externo acessível diretamente, na forma de links ou imagens armazenadas remotamente, etc.

Mas, sempre me pareceu pouco e com pouco interesse.

O que é proposto no link acima, é a construção de uma rede social em torno de cada livro. Colocando os leitores em contacto contínuo e direto uns com os outros e com o próprio autor. Fomentando a participação e envolvimento do leitor na construção dessa rede, mas, também na evolução e contínua reconstrução do livro. Fomentando e impulsionando a fan fiction, conteúdo produzido pelos leitores que complementaria ou explicaria personagens ou qualquer outro aspeto do livro.

É esta interatividade que torna esta ideia incrivelmente deliciosa. Quantas vezes ao lermos um livro, nos deixamos divagar mentalmente sobre as motivações sem as podermos comunicar a ninguém, muito menos ao autor. Quantas vezes temos uma ideia (ou mais) sobre o que a personagem deveria fazer, dizer, etc… que entra em conflito direto com o que o autor escolheu. Quantas vezes ao ler um livro, queremos ter uma representação visual do cenário onde se desenvolve a ação, seja ele real ou fantástico.

Com esta proposta, não só tudo acima seria possível, como muito mais. Novos capítulos poderiam ser adicionados a um livro já publicado, a discussão com o autor e outros leitores possibilitaria que as críticas e opiniões levassem a alterações ou a fins alternativos, as suas ideias e propostas para o desenvolvimento da narrativa poderiam ser incluídas ou divulgadas. E muito, muito mais.

Leio desde sempre, ultimamente, comecei a sentir os livros como demasiado pequenos, limitados. Esta coisa de usar a Internet, não apenas me ensinou a ler de maneira diferente como me mostrou que por mais perfeito que seja o livro, há sempre maneiras de o aumentar, de criar sobre o tema, de explorar partes não cobertas pelo autor, de continuar narrativas abandonadas ou apenas esboçadas pelo autor. Muitas vezes, sinto, mesmo os livros de que mais gosto, uma vontade imensa de saber mais sobre determinada personagem, sobre determinado lugar, sobre uma comida ou bebida mencionada, etc…

A abertura da escrita a estes novos conceitos, virá dar uma nova vitalidade extra ao acto de ler. Poderá mesmo impulsionar em muitos o acto de escrever.

Fico a aguardar que o futuro comece que o passado está fechado e a apanhar pó na estante.

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